Origens

As origens



Nas origens da Ordem Dominicana, as Monjas aparecem intimamente ligadas ao seu Fundador. Dizia-se do primeiro grupo por ele congregado, que não tinham outro mestre para as formar. Foi, pois, Domingos que ao integrar no seu Projecto genial esse primeiro grupo de mulheres, marcou a maneira própria de ser das monjas dominicanas. Elas aparecem como parte integrante do projecto da Ordem. A urgência de organizar a pregação como meio de libertar as pessoas do erro da heresia levou o génio e a intuição de Domingos a conceber um projecto eminentemente original. Com o conhecimento que hoje temos dos poucos documentos que nos chegam dos princípios, podemos afirmar que a primeira célula da Ordem a que chamavam «Santa Pregação» era constituída por múltiplos elementos em colaboração: as Monjas (mulheres convertidas da heresia), os Leigos (casais que davam os seus bens e se associavam à obra da pregação), e os companheiros que se iam juntando a Domingos no ministério da pregação. O grupo mais forte que desde o início integrou a formação dessa primeira célula que daria origem à Ordem dos Pregadores foi, sem dúvida, o grupo das Monjas de que nós somos as descendentes. Portanto, desde o princípio, o projecto das Monjas é o projecto da própria Ordem.

Em Portugal, as Monjas da Ordem dos Pregadores foram fundadas quase ao mesmo tempo que os próprios Frades que chegaram ao país antes do fim de 1220, ano em que S. Domingos dispersou os seus companheiros através dos quatro cantos da Europa. Tristemente, contudo, a riquíssima herança de Mosteiros de Monjas e de Conventos de Frades que se foram formando e existiram em todo o território através dos séculos, teve um fim abrupto e trágico com a promulgação, em 1834, do decreto-lei de extinção das ordens religiosas em Portugal.


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